Cresce 18% número de pessoas que trocam de área profissional

19.10.2016

 

 

Uma pesquisa divulgada pela Catho no final do primeiro semestre indica que 11% das pessoas que buscam emprego este ano estão enviando currículos apenas para vagas fora de sua área de formação.  Um aumento de 18% em relação ao ano de 2015. Em alguns casos, entretanto, o desencanto com a profissão escolhida leva diretamente ao empreendedorismo.

Formada em turismo, Daniela Porto enviou currículos para hotéis, joalherias e outras empresas assim que retornou dos Estados Unidos, onde viveu por nove anos. O tempo foi passando e a necessidade de obter renda a levou a aceitar uma vaga de professora de inglês no antigo UEC da Vitória.  "Acabei me apaixonando por dar aulas", afirma Daniela, que depois fez uma pós-graduação na área de letras e se tornou também uma tradutora.

A mudança acabou se tornando definitiva. Até porque o mercado de trabalho para turismólogos continua muito difícil. "Se eu quisesse trabalhar em um museu, por exemplo, dependeria de concursos públicos", avalia a professora.

 

Quem quer mudar de carreira precisa investir em qualificação

 

Às vezes, a mudança de área pode ser uma estratégia de sustento temporário, até surgir uma oportunidade na área de origem. O paranaense Walter Lima trabalhava como gerente de vendas da Embratel até fevereiro deste ano, quando a empresa passou por uma fusão com a Claro e a Net e ele acabou perdendo o emprego em que ganhava R$ 5 mil.

Seu destino acabou sendo o Uber, que chegou a Salvador durante o seu período de desemprego. "O mercado estava muito ruim e como eu já tinha carro não precisaria fazer nenhum investimento", conta.

O começo foi animador e, em uma semana, ele conseguiu ganhar R$ 1,9 mil,  trabalhando em torno de 60 horas. "Mas agora houve uma queda no movimento e não está fácil ganhar isso", diz.

Mas não pensa em voltar a procurar trabalho na antiga área, porque o mercado continua fechado.

A remuneração estava longe de ser um problema para a representante comercial Giovana Rossetto, mas há cerca de um ano ela saiu voluntariamente do emprego e migrou para a gastronomia.

"Eu estou ganhando menos do que antes, mas realizei meu projeto de ter meu negócio", afirma Giovana, que usou uma receita de família para produzir pizzas. Durante alguns meses,  trabalhou no esquema de food truck, até que recentemente encontrou um ponto na Barra  e abriu a Chico Paca.

A psicóloga Elen Souza, que é assessora de carreiras da Catho, recomenda que o interessado em mudar de área analise os motivos de sua insatisfação antes de efetivar a alteração.

"É possível atuar de diversas maneiras na mesma área e exercer outra função pode ser uma alternativa. É importante conhecer outras possibilidades, pois muitas vezes a insatisfação se resolve com a mudança de função, sem que seja necessário trocar de carreira, afirmou Elen.

Caso a decisão esteja tomada, ela sugere que se faça uma reserva financeira antes de sair do trabalho para se precaver de imprevistos. "As chances de passar aperto enquanto a nova carreira não engrena serão menores", avalia.

 

As áreas mais promissoras

 

Tecnologia da Informação - Ciência da computação, gestão em tecnologia da informação, engenharia de software, sistemas de informação

Vendas - Publicidade e propaganda, marketing, vendas e gestão comercial

Saúde - Medicina, enfermagem e técnico de enfermagem

Agronegócios - Tecnologia em agronegócio, administração ou agronomia, com especialização em agronegócio

 

Fonte: Jornal A Tarde

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